LUANA BRAGA


A importância do blog nas instituições de ensino

Um espaço democrático para troca de saberes. Essa é uma das explicações de Blog que já pode ser considerada daquelas fundamentais para quem trabalha com educação e vê nesse meio a busca constante pela aproximação de quem quer aprender com quem pode ensinar, de maneira cada vez mais personalizada e horizontal.
Já faz algum tempo que o Blog tem sido considerado por algumas instituições uma ferramenta a mais no processo de ensino e aprendizagem, mas na prática ainda são poucas as IEs que exploram esse canal de troca de conhecimento, que é válido tanto para o relacionamento instituição-alunos quanto o relacionamento instituição-mercado. E a importância do Blog para a educação está justamente na compreensão de como explorar esse instrumento de comunicação para beneficiar tanto a prática docente quanto o posicionamento da instituição perante seu público-alvo, com o auxílio do Inbound Marketing.
Com o intuito de mostrar que o Blog não é um instrumento de controle docente nem um ambiente de registro de ações pertinentes à escola apenas, mas sim a possibilidade de trabalhar conteúdos tanto com quem já é aluno da IE como com quem pode se tornar um aluno, listamos 5 pontos que permitem explorar essa ferramenta muito além do consenso superficial e que mostram a importância do Blog para Instituições de Ensino.

1 – O Blog é uma ferramenta de comunicação para temas de interesse em comum

Esqueça a imagem de que o Blog na educação só pode ser usado para discutir o tema de uma disciplina ou passar recados da instituição ou professor. Ele até pode servir para isso, mas esse tipo de uso é um desperdício. Em sala de aula ou em um ambiente de ensino e aprendizagem, use o Blog para o desenvolvimento de assuntos ligados a um tema que venha de um interesse complementar ao estudo dos alunos. O assunto abordado deve ser interessante tanto para quem escreve quanto para quem lê, pois isso faz o conteúdo fluir melhor e acrescentar mais conhecimento. Quando a autoria é compartilhada entre instituição e alunos, o acréscimo acadêmico é ainda maior.
O princípio da pertinência dos temas vale também, e muito, quando o Blog é usado em estratégias de Inbound Marketing. Ao entender quem é a persona da sua Instituição de Ensino, publique conteúdos sobre os quais você tem domínio e pelos quais seu público-alvo irá se interessar. Use o Blog como uma ferramenta de atração ao longo de toda a jornada de compra de seu aluno, trabalhando temas que coloquem sua IE em evidência, mas principalmente agreguem valor a quem irá acessá-lo. O Blog pode ser um dos principais canais de comunicação com seus futuros alunos, então, para auxiliar na produção de conteúdos ao longo da jornada de compra e potencializar a importância dessa ferramenta para empresas de educação, confira o post sobre como criar conteúdos baseados na jornada de compra da sua persona.

2 – Manter um Blog atualizado e com conteúdo de qualidade garante destaque na área de atuação da sua IE

Quanto maior for a troca de conhecimento e quanto mais alcance os conteúdos de seu Blog tiverem, mais responsabilidade em relação à sua autoridade sobre o assunto você terá. Esse aspecto é extremamente importante e delicado, uma vez que o que é disponibilizado em um Blog está aberto tanto a críticas quanto a fedbacks positivos.
Por isso a qualidade é fundamental, e no contexto educacional ela ganha ainda mais força. A Educação é um setor que carrega o peso da transformação social, do preparo e da qualificação das pessoas. Quando uma instituição se propõe a compartilhar conhecimento em forma de posts, esses são a porta de entrada do modelo de ensino e aprendizagem que ela oferece. Quando seus futuros alunos enxergam sua instituição como autoridade no mercado de educação e referência em suas áreas de interesse, eles confiam mais e se mostram mais dispostos a investir em seus cursos ou em seu programa acadêmico.
Faça com que a atualização e manutenção do Blog sejam parte do Planejamento de Marketing e Gestão da sua Instituição de Ensino, assim essa ferramenta não será deixada de lado com as desculpas de falta de tempo ou dificuldades de temas, que podem aparecer no decorrer dos bimestres em sua IE e atrapalhar o trabalho de autoridade perante o mercado.

3 – A interatividade de um Blog é atrativa tanto para os alunos quanto para quem ainda não escolheu sua Instituição de Ensino

O protagonismo do aluno é um caminho defendido e colocado em prática no meio educacional cada vez com mais força, independente do segmento ou formato da instituição. Se você é mantenedor de um Colégio, reitor de uma Universidade ou gestor de uma Instituição de Cursos Livres na modalidade de EAD, por exemplo, certamente já se deparou com essa tendência e sabe que os alunos buscam por mais espaço para argumentar e complementar as informações que lhes são entregues.
Com os espaços para os comentários no Blog, esse tipo de troca é facilitado tanto para alunos com o professor quanto para os Leads com a instituição. Dentro do contexto de aula, o tempo pode não permitir que discussões complementares ao tema central se ampliem o suficiente para todo o compartilhamento de informações relevantes. Manter um Blog que possibilite esse tipo de interação só acrescenta à construção do conhecimento.
Com o foco voltado ao Inbound Marketing, as interações do público nos comentários do Blog são um passo a mais na manutenção do relacionamento com os possíveis futuros alunos. Por isso é tão importante manter o Blog vivo e dinâmico, uma vez que desse compartilhamento de ideias por meio dos comentários também será possível extrair temas para novos posts, aprender mais sobre as experiências do público de sua instituição e aprimorar as ações levando em consideração o feedback dos atuais e futuros alunos.

4 – O Blog é uma ferramenta de estudo tanto para alunos e Leads quanto para os autores

Já que o Blog é um canal que coloca à prova o domínio conceitual sobre os temas publicados nele, para quem escreve se torna indispensável a atualização constante para o embasamento nos materiais que serão disponibilizados. Esse canal tira da zona de conforto tanto alunos como professores quando usado com autoria compartilhada. Se a proposta é complementar às iniciativas do currículo tradicional, o estudo de temas auxiliares será parte fundamental dessa dinâmica e a aprendizagem será partilhada entre autores e espectadores.
Com o uso do Blog para o relacionamento entre instituição e público-alvo, as responsabilidades e vantagens têm o mesmo peso do uso didático, já que o intuito é partilhar conhecimento e informações pertinentes com os futuros alunos. Para ser relevante dentro do mercado de educação, a instituição deve se manter atualizada em relação às necessidades de suas personas e as tendências para o meio educacional em que atua. E mesmo quando o tema da publicação for uma especialidade da IE, o poder de síntese e a revisão também serão uma forma de estudo. Assim, o conteúdo oferecido educa o Lead e também amplia a autoridade da IE sobre as dores de seus futuros alunos.

5 – É um canal de consulta ao longo da jornada de compra do aluno que auxilia no fechamento de matrículas

Nem sempre o potencial aluno da sua instituição está pronto para se matricular nela. Quando ele está procurando as possibilidades para seu futuro educacional, o Blog pode ser o melhor canal de consulta sobre o que sua IE pode oferecer e o espaço de interação e contato contínuo, percorrendo toda a jornada de compra até o fechamento da matrícula.
Esse tipo de relacionamento é interessante e funcional em um Blog porque, ao contrário de outdoors, panfletos, mídias pagas e anúncios em redes sociais, essa ferramenta concentra todos os conteúdos publicados e permite a pesquisa mesmo de materiais antigos, ou seja, não tem prazo de validade nem precisa de investimento financeiro contínuo para que o aluno veja os conteúdos ao acessar esse canal.

VERA XAVIER

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GESSICA JAGUCHESKI

AMBIGUIDADE

   Ambiguidade é a qualidade ou estado do que é ambíguo, ou seja, aquilo que pode ter mais do que um sentido ou significado.
   A ambiguidade pode apresentar a sensação de indecisão, hesitação, imprecisão, incerteza e indeterminação.
   Exemplo: “Não sei se gosto do frio ou do calor”. “Não sei se vou ou fico”.
   A ambiguidade pode estar em palavras, frases, expressões ou sentenças completas. É bastante aplicável em textos de teor literário, poético ou humorístico, mas deve ser evitado em textos científicos ou jornalísticos, por exemplo.
   Ambiguidade é também um substantivo que nomeia a falta de clareza em uma expressão. Exemplo: “Pedro disse ao amigo que havia chegado”. (Quem havia chegado? Pedro ou o amigo?).

SILVANA SOZA

OS IMPLÍCITOS


   A compreensão de implícitos é essencial para se garantir um bom nível de leitura. Em várias ocasiões, aquilo que não é dito, mas apenas sugerido, importa muito mais que aquilo que é dito abertamente. A incapacidade de compreensão de implícitos faz com que o leitor fique preso ao nível literal do enunciado, aquele em que as palavras valem apenas pelo que são, não pelo que sugerem ou podem dar a entender.
   Pressupostos e Implícitos são recursos frequentemente utilizados por autores no momento de elaboração de seus textos. Para assegurar uma boa leitura, é preciso estar atento a situações em que apenas a apreensão do sentido literal não é o bastante para compreensão do texto.


   Veja:



   O anúncio foi feito para divulgar uma exposição de quadros de dois importantes pintores modernistas brasileiros: Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.
   O texto, além de tratar dos dois pintores, faz uma referência curiosa ao leitor, quando afirma: " Com eles a arte brasileira deu um salto enorme (muito maior que a distância da sua casa até o Ibirapuera, por exemplo)". Por que os idealizadores dessa peça publicitária fizeram essa referência ao leitor da revista?
   Pense um pouco. Dizer que o salto dado pela arte brasileira, graças a esses pintores, foi maior que o "da sua casa até o Ibirapuera" sugere que o leitor tem preguiça de sair de sua casa para ver uma exposição de arte.

Tatiana F. Ribeiro

PRESSUPOSTOS

Uma informação é considerada pressuposta quando um enunciado depende dela para fazer sentido. 
Considere, por exemplo, a seguinte pergunta: “Quando Patrícia voltará para casa?”. Esse enunciado só faz sentido se considerarmos que Patrícia saiu de casa, ao menos temporariamente – essa é a informação pressuposta. Caso Patrícia se encontre em casa, o pressuposto não é válido, o que torna o enunciado sem sentido.  
Repare que as informações pressupostas estão marcadas através de palavras e expressões presentes no próprio enunciado e resultam de um raciocínio lógico. Portanto, no enunciado “Patrícia ainda não voltou para casa”, a palavra “ainda” indica que a volta de Patrícia para casa é dada como certa pelo falante.

SUBENTENDIDOS

Ao contrário das informações pressupostas, as informações subentendidas não são marcadas no próprio enunciado, são apenas sugeridas, ou seja, podem ser entendidas como insinuações.  
O uso de subentendidos faz com que o enunciador se esconda atrás de uma afirmação, pois não quer se comprometer com ela. Por isso, dizemos que os subentendidos são de responsabilidade do receptor, enquanto os pressupostos são partilhados por enunciadores e receptores.  
Em nosso cotidiano, somos cercados por informações subentendidas. A publicidade, por exemplo, parte de hábitos e pensamentos da sociedade para criar subentendidos. Já a anedota é um gênero textual cuja interpretação depende a quebra de subentendidos.
Veja exemplos:


5 Dicas para manter a atenção dos leitores em seu blog

1. Seja claro quanto ao tema As pessoas têm períodos de atenção muito curtos e, por isso, temos uma tendência de digitalizar informações....